
O Auditório das Sessões Solenes da UBI acolheu, na tarde desta terça-feira, dia 10, a mesa redonda Ciência e Tempo: entre a urgência do presente e a espessura do pensamento crítico, dedicada à discussão da atual situação da investigação científica.
O painel contou com a participação de representantes de associações de comunicação do Brasil, Espanha, Galiza e Portugal, nomeadamente Marta Pérez, secretária da Agacom, Manuel Chaparro, membro da direção da AE-IC, Juliano Domingues, presidente da Intercom, Madalena Oliveira, presidente da SOPCOM, e Moisés Martins, presidente da Assibercom. A sessão foi moderada pelo professor catedrático Joaquim Paulo Serra, que apresentou os investigadores e introduziu o tema em debate.
A discussão centrou-se na forma como a investigação científica se encontra atualmente, mais orientada para a produção rápida de resultados, para fins económicos e para uma lógica mais técnica e administrativa, em detrimento de uma abordagem crítica e humanista, menos orientada para a descoberta de conhecimento. Esta reflexão abriu espaço para questionar os representantes sobre de que modo esta descrição se aplica à investigação em Ciências da Comunicação nos respetivos países de atuação, bem como sobre possíveis soluções para esta realidade.
Todos os investigadores presentes reconheceram que esta situação se verifica nos seus países, considerando que afeta a produtividade científica, num cenário que preocupa a todos e pode ser entendido como um problema global. Relativamente às soluções, os oradores sublinharam a dificuldade em encontrá-las, apontando, contudo, a necessidade de uma maior consciência da realidade, da clarificação de objetivos científicos, da valorização da ética, da teoria e da epistemologia, bem como de um enfoque numa investigação mais global.
Após a conferência, houve espaço para um coffee break, seguido da realização das sessões paralelas. Divididas em oito grupos, as 41 sessões da tarde foram dedicadas a temas como a crise climática, a desinformação, a desigualdade de género, o jornalismo e o impacto das redes sociais.


